Pique (estilizado como: PIQUE) é o álbum de estreia da cantora brasileira Dora Morelenbaum lançada pela Coala Records em 18 de outubro de 2024.
Contexto Após deixar a banda Bala Desejo, a cantora Dora Morelenbaum iniciou sua carreira solo. Comitente com a banda, lançou o EP, Do a Dó com Tom Veloso e também João com Felipe El em homenagem ao músico Di Melo. Com produção de Ana Frango Elétrico, e sendo lançado pelos selos da Coala Records — responsável pelo festival Coala em São Paulo — e pelo Mr Bongo, o álbum Pique foi lançado em 18 de outubro de 2024. O álbum foi gravado no Wolf Estúdio, localizado no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro entre os meses de abril e dezembro de 2023. Em seu trabalho de estreia como artista solo, Dora misturou elementos da MPB, do jazz e do soul. Em entrevista ao jornalista Silvio Essinger do jornal carioca O Globo, Dora afirmou que o lançamento de Pique é "a confessa tentativa da artista de promover uma “comunicação através da linguagem do som”. Para Augusto Diniz, da revista CartaCapital, Dora afirmou que entre suas influências para o álbum estão Erykah Badu, João Donato e PJ Morton.
Faixas
Lançamento O lançamento do álbum se deu pelas plataformas de streaming no dia 18 de outubro de 2024. Além da distribuição digital, o álbum ganhou uma versão em disco de vinil.
Turnê Como parte do lançamento do disco, Dora realizou uma série de shows para apresentar o disco. Entre os shows, incluem-se Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Olinda, Porto Alegre e João Pessoa. Também ocorreu uma turnê internacional com shows em Londres, na Inglaterra, Hamburgo na Alemanha, Lisboa em Portugal, Gante na Bélgica, Paris na França, Barcelona na Espanha e em Bogotá na Colômbia.
Recepção
Crítica O jornalista e crítico musical Mauro Ferreira em seu blog no G1, deu três estrelas e meia de cinco no álbum e anotou que "Dora Morelenbaum está na pista com disco feito com o pique jovial da turma da artista e, nesse sentido, Pique se afina com o já mencionado EP antecessor Vento de beirada. Isso é um mérito, mas também um problema. Porque Dora Morelenbaum – assim como o talentoso Zé Ibarra – já deixou a impressão de ser melhor e mais autossuficiente do que grande parte dessa turma...". Leonardo Lichote do jornal Folha de S.Paulo, fez comentário positivo sobre o álbum e adicionou "a sensualidade elegante, o calor "cool" que dá o tom". Julinho Bittencourt da revista Fórum, realizou uma série de elogios ao trabalho incluindo " Trata-se de um álbum jovem e moderno, com sotaque próprio. [...] Vale cada nota, cada cor, cada segundo."
Prêmios Em 2025, Pique foi indicado ao Grammy Latino de 2025 na categoria de melhor álbum de música afro-portuguesa-brasileira. Em cerimônia realizada no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, nos Estados Unidos, o disco foi superado pelo disco Um Mar Pra Cada Um da cantora Luedji Luna.
Ficha técnica Trabalharam no disco, os seguintes músicos:
Dora Morelenbaum: voz, vozes (coros), synth, piano, rhodes, assovio, violão, arranjo de sopros, arranjo de cordas; Alberto Continentino: baixo, arranjo de vibrafone; Guilherme Lirio: guitarra, piano, assovio; Haroldo Eiras: guitarra; Josyara: violão; Zé Ibarra: violão; Luiz Otávio: piano rhodes, hammond; Sérgio Machado: bateria, bateria eletrônica; Marcelo Costa: percussão; Diogo Gomes: trompete, flugelhorn, arranjo de sopros; Marlon Sette: trombone; Jorge Continentino: saxofone, flauta; Arthur Dutra: vibrafone; Aline Gonçalves: clarinete, flauta; Janaína Perotto: corne inglês;
Referências