Eduardo Fernandes da Silva Lima (Santarém, 1977), mais conhecido pelo nome profissional Eduardo F. S. Lima, é um fotojornalista e fotógrafo documental brasileiro. É reconhecido por sua atuação em Brasília, com trabalhos voltados para cobertura jornalística política e social, eventos institucionais e projetos de impacto social.
Biografia Nascido no Pará, mudou-se com a família para o Distrito Federal em 1980. Em 1989, residiu em Araguari, Minas Gerais, retornando definitivamente à capital federal em 1996. Antes de ingressar profissionalmente na fotografia documental em 2019, atuou em diversas áreas do setor comercial.
Carreira Com registro profissional e filiação à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), à Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e à Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (ARFOC-SP), Eduardo atua como fotojornalista freelancer, com registros distribuídos por agências de notícias como FotoArena, Atopress e Pontocompress. Especializou-se em coberturas de acontecimentos políticos, sociais e esportivos no Distrito Federal. Além da fotografia terrestre, possui certificação como piloto de drone pela Universidade de Brasília (UnB) e atua com captação de imagens aéreas institucionais. Em 2023, obteve capacitação em Fotojornalismo Institucional pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). A partir de 2025, passou a dedicar-se também à fotografia de impacto social, atuando em projetos voluntários junto à instituição Cruz Azul no Brasil.
Fotojornalismo Político No campo do fotojornalismo, Eduardo atua na linha de frente da cobertura política em Brasília, fornecendo registros para agências de notícias e veículos de grande circulação. Entre seus trabalhos de repercussão nacional, destacam-se a documentação da escalada da crise política no Brasil entre 2022 e 2023. O fotógrafo cobriu as manifestações e acampamentos realizados na Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano (SMU), em novembro de 2022, com imagens veiculadas pelo jornal Correio Braziliense. Posteriormente, atuando por meio da agência Futura Press, registrou as invasões às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, sendo suas fotografias utilizadas para ilustrar reportagens da Revista Veja. O alcance de sua produção fotográfica ultrapassa as fronteiras locais, com imagens distribuídas para grandes portais de notícias e jornais de relevância nacional, como CNN Brasil, Terra, Revista Fórum, Correio do Povo, R7 e Jovem Pan. Além de crises políticas, o fotógrafo mantém cobertura contínua do cotidiano institucional do país, documentando marcos como posses no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Internacionalmente, suas fotografias têm sido publicadas em veículos europeus de destaque, como o jornal austríaco Der Standard, o francês 20 Minutes, o alemão Watson, a revista suíça Die Weltwoche e o estoniano Postimees. O impacto de seus registros documentais também alcançou o meio acadêmico, sendo utilizados para ilustrar publicações e debates sobre democracia global na Universidade de Boston, nos Estados Unidos.
Reconhecimento Artístico e Exposições Além da cobertura de notícias (hard news), o trabalho de Eduardo explora a estética e a técnica fotográfica, o que lhe proporcionou destaque no circuito de festivais e exposições artísticas de prestígio, tanto no Brasil quanto no exterior. Como resultado do alcance internacional de sua obra documental, suas fotografias foram selecionadas para integrar mostras globais e bienais de arte. Seu circuito de exposições inclui apresentações no Jockey Clube de São Paulo, representação na bienal sediada no Enokojima Art Center em Osaka, no Japão, e exibição na AVA Galleria Varkaus, localizada no Museu Konsti, na Finlândia. Sua versatilidade também resultou em múltiplas conquistas no Brasília Photo Show (BPS), um dos principais eventos de fotografia do país. A trajetória de reconhecimento de suas obras no festival inclui as seguintes conquistas:
Semifinalista (2023): Em sua primeira participação no BPS, alcançou a fase semifinal com duas fotografias de seu acervo. Menção Honrosa (2024): Em sua segunda participação, conquistou sua primeira Menção Honrosa com a obra intitulada "Catedral Vista Limpa", competindo na categoria especial "Brasília 64 Anos". 1o Lugar (2025): Em seu terceiro ano no festival, obteve seu primeiro prêmio máximo (1o Lugar) no concurso "A Comunidade Decide" (Fast Festival BPS), com a fotografia "Aeronave no Solo". Menção Honrosa (2026): Consolidando sua presença, recebeu uma nova Menção Honrosa com a obra "Catedral Iluminada e Cores Noturnas".
Referências
Ligações externas
«Página oficial» Eduardo F S Lima no Instagram