Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegam ao último debate presidencial, nesta sexta-feira (23), com mudanças nas estratégias.Após a repercussão de sua atuação no debate de domingo (18), o candidato do PL foi orientado a apresentar mais propostas e reduzir as provocações ao presidente.A campanha de Lula pediu checagem de informações em tempo real, depois de o presidente acusar repetidamente Flávio de mentir durante o último confronto.O debate começa às 21h20 e será transmitido pela TV Globo, a dois dias do segundo turno. Será o último encontro entre os candidatos antes da votação de domingo (25).Do lado de Flávio, a avaliação é que, no último confronto, o candidato repetiu argumentos e dedicou parte importante do tempo aos ataques.A preparação está sob responsabilidade do marqueteiro Duda Lima e de Fábio Portela, integrante da equipe de comunicação. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi convidado a participar dos treinamentos em Brasília na quinta-feira (22).Pablo Marçal, que auxiliou Flávio antes do debate de domingo, ficou fora dos novos ensaios. A participação criou divergências entre aliados, que associaram parte das provocações do senador ao “estilo Marçal”.A decisão de mudar a preparação ocorreu depois de avaliações internas identificarem que eleitores indecisos teriam considerado a atuação do senador agressiva.A campanha de Lula cobrou mudanças na condução do confronto. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que participa da estratégia eleitoral petista, pediu que a Globo realize checagem de fatos em tempo real.A emissora informou na quinta-feira que não haverá interrupções na transmissão para corrigir declarações. A verificação ficará a cargo do serviço Fato ou Fake, do g1, com publicações durante e depois do debate.Outra preocupação da campanha petista era impedir que Flávio voltasse a se posicionar atrás do presidente durante suas respostas.As regras para sexta-feira foram ajustadas. Nos três primeiros blocos, apenas o candidato que estiver com a palavra poderá circular pelo cenário. O adversário deverá permanecer no púlpito. No último bloco, de tema livre, os candidatos poderão se movimentar, mas cada um deverá permanecer em seu lado do estúdio.Na quarta-feira (21), o resultado da Quaest mostrou um aumento dos eleitores indecisos na pergunta espontânea, em que os entrevistados precisam citar um candidato sem receber uma lista de nomes.Em uma semana, o percentual de indecisos passou de 7% para 14%. No mesmo período, Flávio caiu de 43% para 40% das intenções de voto nessa modalidade, enquanto Lula passou de 42% para 40%.O movimento foi mais acentuado entre as mulheres. Nesse grupo, as indecisas passaram de 8% para 17%. Flávio perdeu cinco pontos percentuais, e Lula, quatro.Entre os eleitores que se declaram independentes, a indefinição aumentou de 13% para 31%.A Quaest também mostrou que 44% dos entrevistados têm mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, contra 42% que temem a reeleição de Lula. Na pesquisa anterior, os dois indicadores estavam numericamente empatados, com 43% cada.A avaliação é de que o comportamento dos candidatos no debate de domingo tenha contribuído para o aumento da indefinição, especialmente entre as mulheres.🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲








